quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

"A" festa - parte 2

Nesse ponto não pensava em mais nada além de curtir. Suguei com tudo, não deixei nenhum grãozinho sequer. Comecei a sentir meus órgãos ficarem mais acelerados, a pele mais quente, não podia fazer nada além de acompanhar o ritmo do meu corpo. Gemidos, estalos, líquidos.... Tudo começou a se misturar enquanto fazia o que o meu corpo pedia. "Mais vinho, quero mais", e então sentia aquele líquido escorrendo pela mina garganta e meu corpo, até a gota chegar abaixo do meu umbigo, onde foi sugada sem hesitação por uma das garotas que brincava sedentamente comigo e com a amiga que não tirava seus olhos vidrados de drogas e prazer enquanto gemia ao ritmo do meu corpo.

"Que noite é essa?" Era tudo o que conseguia pensar nos meus curtos momentos de lucidez. Depois de ouvir meu gemido ecoar pela casa, com a cabeça erguida, olhando o ventilador do teto enquanto me recompunha e sentia cada gota de suor escorrer pelo meu corpo, senti uma língua quente adentrar minha boca numa sucção e vontade impressionantes. Quando se foi, o que restou foi um pequeno papel bem amargo. Quando fui tirá-lo de minha boca, só ouvi: "Nem pense nisso, gato. Hoje é para você curtir". Me joguei no sofá, que agora estava vazio, e tentei relaxar um pouco, mas não deu tempo, comecei a sentir mais gosto de vinho na minha boca, o galão estava sendo virado nela e no meu corpo. Fui arrastado até a piscina, onde me jogaram. Luzes piscavam, sentia meus pelos arrepiados, pareciam ter vida própria. Sentia uma energia ser expelida por eles, como se fumassem um baseado ininterruptamente. Luzes, mais luzes. “Que sensação é essa, quem está me tocando desse jeito?" Não quis saber, continuei a nadar e sentia cada gota d´água no meu corpo, até que parei na quina da piscina e nem 10 segundos depois uma menina linda me serviu um pó branco numa bandeja. Não me fiz de rogado dessa vez, sabia muito bem o que fazer.

Tosse, muita tosse. Parecia ser mais forte, ou eu estava mais fraco? Não sei. Só sei que quando mirei a piscina com meus olhos gigantes não consegui ver mais nada além de várias pessoas extremamente lindas e agitadas nadando na minha direção. Me senti como se eu fosse a última lata de cerveja de uma festa onde ninguém queria ir embora. Fechei meus olhos e fiquei boiando... Resolvi relaxar e só sentir... Sentia o toque, a boca, carinhos, mordidas, sugadas, apertadas e apalpadas, até que ouvi novamente meu gemido ecoar pelas águas da piscina, aquele gemido mais abafado. Senti meu corpo se desfalecendo e afundando naquelas águas quentes. Quando com um impulso voltei a vida, abri os olhos e Caio estava lá, olhando pra mim e dando risada "Sabia que esqueceria do horário, são 5h30, vamos logo, suas roupas e coisas estão lá no carro."

Saí correndo das águas dos prazeres, entrei no carro e me troquei encharcado enquanto voltava em direção a minha casa. Não olhei pra trás. "Guilherme, acorda, já chegamos. É aqui que te deixo, né?!" Entrei em casa como se nada tivesse acontecido. Saboreei um pão fresquinho que havia comprado na padaria da esquina quando meus pais acordaram e eu fui dormir, sonhar. Nunca mais vi nem encontrei esse Caio por aí.

"A" festa - parte 1

Ainda não estava acostumado com o calor daquela pequena cidade. Sentia as paredes do quarto esquentando a cada minuto que se passava, e isso me fazia perder a cabeça. Calor sempre me deixou irritado, sem paciência. Eu devia ter uns 16 anos na época, vivia na frente do meu computador, falando e conversando com diversas pessoas nas salas do mIRC, um programa de bate papo da época.

Ouvia música alta, algum grunge ou hardcore, bebia cerveja gelada do meu pai e intercalava com goles do conhaque que escondia em meu armário. Já estava meio tonto, estava anoitecendo, quando um convite inesperado piscou na janela do meu computador. Era uma festa só para convidados na casa de uma pessoa qualquer, em uma cidade a 80 km de onde eu estava. Não tinha como ir, não dirigia na época e, mesmo se dirigisse, meus pais não deixariam eu pegar o carro pra ir tão longe sem uma boa desculpa, coisa que eu não tinha e nunca fui bom de inventar. “Estou saindo de casa em breve, me passa seu endereço que vou até sua cidade te buscar e te levo de volta de manhã cedo”. Pronto, não tinha mais volta.

Assim que meus pais foram dormir saí silenciosamente e fiquei esperando meu amigo virtual na frente do prédio. Sentia uma mistura de ansiedade, medo e empolgação. Me dava até ânsia. Uns vinte minutos depois, Caio chegou. “E aí Guilherme, entra aí por que já estamos atrasados”. Ele tinha um Gol branco, parecia ser novo e tinha cheiro de cigarro misturado com eucalipto. “Aceita uma cerveja? Tenho vodka também”. Fomos bebendo, conversando, ouvindo e cantando rock até lá. Bolamos uns 2 baseados e fumamos durante o caminho.

Chegamos à tal festa. “Está preparado? Você vai adorar. Você é dos nossos. Te encontro às 5h da manhã aqui no portão para eu te levar de volta, ok? Não esqueça, e aproveita!”. Só fui entender tudo o que ele disse depois que abri a porta: na sala, pessoas peladas ou só de cueca/calcinha se beijando, copos e bitucas de cigarro espalhadas pelo chão. A casa exalava cheiro de cigarro, maconha e álcool. Estava muito quente. Nem entrei direito e uma garota já começou a me fitar com os olhos enquanto beijava outro cara junto com mais 3 garotas. “Adoro os tímidos”, ela me disse tirando o soutien. Veio em minha direção e começou a me beijar se esfregando freneticamente em mim. Quando percebi, já estava só de cueca.

Fui empurrado para o sofá e algumas garotas vieram por cima, me beijando, percorrendo o corpo inteiro, algumas se beijavam mutuamente. “Preciso beber”, eu disse. Logo, uma delas chegou com uma garrafa de vinho e começou a jogá-lo na minha boca. Não havia desperdício, o que escorria pelo canto da minha boca e se acumulava no meu peito era sugado por suas bocas sedentas.

Comecei a ficar muito excitado e entrei no clima. Tomei a rédea da situação: agora era eu quem mandava e fazia o que queria com elas. Foi então que tive uma surpresa: uma delas tirou um saquinho da calcinha, o abriu com a boca, arrebentando o nó que existia nele e jogou aquele pó branco nos seios da que estava deitada embaixo de mim. “Vai, é seu! Que cara é essa? Nunca fez? É só sugar com o nariz e curtir. Você vai adorar, confia em mim”.